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Sexta, 09 de Junho de 2017 - 22h25
Com medo de demissão, funcionários de usina vão à Câmara dos Vereadores

Dourados News
Funcionários e sindicato conversaram com vereadores nesta sexta-feira (9).
Fotos: Isadora Spadoni

Em reunião com vereadores nesta manhã, funcionários da Usina São Fernando e o sindicato da categoria demonstraram preocupação com a decisão judicial que decretou a falência da usina. A unidade movimenta 4.500 empregos diretos e indiretos e cerca de R$ 10 milhões em impostos ao município.

Apesar de não ter "fechado as portas" e os funcionários continuarem trabalhando normalmente, a decisão afirma que a as atividades serão mantidas de forma provisória até nova ordem da Justiça.

"Fomos pegos de surpresa com essa decisão, mas temos fé que um novo comprador aparecerá em breve e os empregos serão mantidos", disse Donizetti Aparecido Martins, presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Açúcar, Etanol e Bioenergia de Dourados e Ponta Porã.

O juiz entendeu que suspender a colheita da cana-de-açúcar e paralisar funcionamento de "caldeiras, laboratório, informática" poderia ser "perigoso" e causar ainda mais prejuízos financeiros para os credores.

Para Carlos Gomes de Oliveira, 51, operador de motobomba na usina há quatro anos, a notícia foi um baque. "Estou de férias e fiquei sabendo pela mídia. Vim aqui na câmara para unir forças com meus colegas e enfrentarmos esse momento. Temos pessoas que dependem de nós em casa", disse.

"Desde 2013 há comentários de que a usina iria falir, mas nosso salário nunca atrasou, temos plano de saúde, recebemos cesta básica. Vamos continuar trabalhando normalmente até segunda ordem", disse o motorista José Antonio Segundo Filho, 40, funcionário da empresa há 9 anos.

Em 2013, foi apresentado um plano de recuperação judicial por parte dos sócios da usina São Fernando, porém o plano não se mostrou eficaz e os credores, que incluem BNDES e Banco do Brasil, não receberam os pagamentos devidos. A dívida acumulada chegaria a R$ 1,5 bilhão.

O empreendimento é de propriedade da família do pecuarista sul-mato-grossense José Carlos Bumlai, condenado a mais de 9 anos de prisão na Operação Lava-Jato.

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